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Equipa para a Prevenção da Violência em Adultos

EPVA

(Equipa para a Prevenção da Violência em Adultos)

 

 

Equipa para a Prevenção da Violência em Adultos

Equipa

 

Coordenadora
  • Anabela Resende

 

Serviço Social
  • Anabela Resende

 

Psicólogo
  • António Lopes

 

Médicas
  • Isabela Chorão
  • Maria Manuel Santiago

 

Enfermeiras
  • Maria da Luz Gonçalves
  • Marta Antunes
  • Marta Teixeira

 

Documentos

 

A violência, provavelmente, sempre fez parte da experiência humana. O seu impacto pode ser mundialmente verificado de várias formas.

 

A cada ano mais de um milhão de pessoas perdem a vida, e muitas mais sofrem ferimentos não fatais resultantes de auto-agressões, de agressões interpessoais ou de violência coletiva.

 

Segundo a OMS (2002) violência é o uso intencional de força física ou de poder em forma real ou de ameaça contra si próprio, contra outro ou contra um grupo ou comunidade que resulta, ou tem elevada probabilidade de resultar, em injúrias, morte, dano psicológico, perturbações no desenvolvimento ou privação.

 

Verificam-se diversas formas graves de violência, tais como, a violência doméstica, a violência no namoro, o stalking, a violência contra idosos, a violência vicariante ou perpetrada de forma direta contra crianças e jovens, e a violência baseada em tradições étnicas, tais como a mutilação genital feminina e o casamento forçado.

 

A proteção contra as referidas formas de violência encontra apoio legal tanto na legislação internacional como nacional.

 

Pela complexidade, interligação e diversidade nas formas de que se reveste a violência, a resposta ao fenómeno exige, necessariamente, a intervenção de múltiplos setores, nomeadamente o da justiça, o da educação, o da segurança social e o da saúde.

 

Na perspetiva de uma resposta ao fenómeno da violência interpessoal, nas suas múltiplas formas, dada, por parte dos serviços de saúde, de uma forma cada vez mais concertada, articulada e eficiente, foram criadas as Equipas para a Prevenção da Violência em Adultos (EPVA).

 

 

Competências

 

  • Contribuir para a informação prestada à população e sensibilizar os profissionais administrativos e técnicos, dos diferentes serviços, para a igualdade de género e a prevenção da violência ao longo do ciclo da vida;
  • Difundir informação de caráter legal, normativa e técnica sobre o assunto;
  • Incrementar a formação e preparação dos profissionais, na matéria;
  • Coletar e organizar a informação casuística sobre as situações de violência atendidas nos Agrupamentos de Centros de Saúde (ACeS) e Hospitais;
  • Prestar apoio de consultadoria aos profissionais e equipas de saúde no que respeita à sinalização, acompanhamento ou encaminhamento dos casos;
  • Gerir, a título excecional, as situações clínicas que, pelas características que apresentem, possam ser acompanhados a nível dos cuidados de saúde primários ou dos hospitais, conforme aplicável, e que, pelo seu caráter de urgência em matéria de perigo, transcendam as capacidades de intervenção dos outros profissionais ou equipas da instituição;
  • Fomentar o estabelecimento de mecanismos de cooperação intrainstitucional no domínio da violência interpessoal, quer no âmbito das equipas profissionais dos ACeS, quer a nível das diversas especialidades, serviços e departamentos dos hospitais;
  • Estabelecer a colaboração com outros projetos e recursos comunitários que contribuam para a prevenção e acompanhamento dos casos;
  • Mobilizar a rede de recursos internos dos ACeS e dinamizar a rede social, de modo a assegurar o acompanhamento dos casos;
  • Assegurar a articulação funcional, em rede, com as outras equipas a nível de cuidados primários e a nível hospitalar que intervenham neste domínio.

 

(DR - despacho n.º 6378/2013 de 16 de Maio)