Pesquisa

Dor na Anca

 

A artrose da anca ou coxartrose deve-se ao uso desta articulação. Com a idade, a cartilagem, que é uma espécie de pele que cobre os ossos da anca, desgasta-se, provocando dor e rigidez.

 

A dor da artrose da anca nem sempre se sente diretamente na anca; pode aparecer também na virilha ou a meio da coxa.

 

A artrose da anca normalmente não impossibilita o movimento à maioria das pessoas. Em alguns casos só é possível eliminar a dor ou melhorar a mobilidade com recurso a cirurgia.

 

Dor na Anca

Figura 1

Dor na Anca

Figura 2

 

 

O que deve fazer?

 

  • Evite a dor. Repouse sempre que doa.
  • Utilize calor ou frio sobre a zona dolorosa; faça o que aliviar mais a dor.
  • Faça tratamentos de reabilitação e exercícios diariamente em sua casa. São importantes para manter a força e o controlo da perna.
    • Apoiado na parte de trás de uma cadeira, mova a perna para trás e para a frente (figura 1) e para os lados (figura 2). Páre se doer ao fazê-lo.
    • Procure também andar, nadar, dançar e fazer alongamentos.
    • Mude frequentemente de posição.
  • Pratique natação ou hidroginástica.
  • Procure a posição mais cómoda para dormir. Uma almofada debaixo das nádegas pode ajudar a dormir melhor. Se dormir de lado, às vezes faz bem colocar uma almofada entre as pernas.
  • Sente-se em cadeiras altas, com os joelhos mais baixos que o traseiro.
  • Perca alguns quilos se tiver excesso de peso ou obesidade.
  • Se a dor for intensa caminhe com apoio: canadianas ou bengala.
  • Evite levantar, carregar, ou descarregar pesos enquanto durar a dor.
  • Pode usar os medicamentos indicados pelo seu médico. O paracetamol na dose de 500-1000 mg em cada 6-8 horas é um tratamento seguro.

 

 

Quando consultar o seu médico de família?

 

  • Se a dor o acordar a meio da noite.
  • Se não aliviar com o repouso.
  • Se durar mais de 2 meses.
  • Se doerem as 2 ancas simultaneamente.
  • Se além disso aparecer febre.

 

 

Excerto do Guia Prático de Saúde - da semFYC (Sociedad Española de Medicina de Familia y Comunitaria)

Traduzido e adaptado pela APMGF (Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar), julho 2013.