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O idoso de risco

 

Chama-se assim a pessoa idosa que, pela sua situação pessoal (doenças, problemas sociais ou diminuição da sua capacidade funcional) tem mais probabilidades de perder sua autonomia.

 

O idoso de risco é uma pessoa «frágil», a quem uma nova doença, uma queda ou um problema emocional pode fazer necessitar de cuidados de terceiros.

 

Um idoso nesta situação deve seguir um plano de cuidados adaptado aos riscos da sua idade, aos seus problemas de saúde e à sua capacidade física e mental.

 

 

O que deve fazer?

 

  • Evite a solidão e o isolamento. Se for possível, conviva com seus familiares e deixe-se acompanhar. Se se sente só peça ajuda.
  • Faça uma dieta saudável e variada, com 5 refeições por dia. Consuma preferencialmente alimentos frescos (frutas e verduras), lácteos (queijo, leite e iogurtes) e fibra (legumes, cereais). Não abuse das carnes e gorduras.
  • Não fume e não beba mais que 1 a 2 copos de vinho por dia (se o seu médico não desaconselhar).
  • Realize exercício físico de forma regular, adaptando as suas condições para evitar riscos. Passeie todos os dias se for possível.
  • Evite o excesso de peso.
  • Mantenha a atividade mental. Se se sentir capaz, pode ser útil escrever, ler, falar com pessoas próximas, fazer contas, etc.
  • Divirta-se e tente fazer o que gosta, o entretenha e o mantenha ativo.
  • Siga hábitos higiénicos adequados: tome banho/duche regularmente, lave os dentes e mantenha em bom estado sua dentadura postiça. Lave as mãos e hidrate a pele.
  • Evite as quedas e converta o seu lar num lugar seguro. Evite o chão escorregadio e retire os tapetes e objetos desnecessários. Caminhe com uma bengala se lhe der mais segurança. Utilize calçado confortável e com sola de borracha. Ilumine bem a sua casa.
  • Reveja sua casa de banho, ponha barras na banheira.
  • Se estiver na cama e necessitar de ir à casa de banho, não se ponha de pé repentinamente. Permaneça sentado uns minutos na borda da cama e assim evitará as tonturas.
  • Avalie a sua visão e audição com a frequência indicada pelo seu médico.
  • Não tome medicamentos por sua conta e tome apenas os receitados pelo seu médico. Se tem problemas ou não sabe como se devem tomar, deixe-se ajudar por alguém próximo.
  • Consulte o assistente social do centro social da sua localidade se necessitar de algum tipo de ajuda ao domicílio. Também o pode informar acerca da possibilidade de vagas em centros de dia.

 

 

Quando consultar o seu médico de família?

 

  • Para ser informado sobre os seus problemas de saúde, os tratamentos, seus riscos e como preveni-los.
  • Se tiver dúvidas. O seu médico e enfermeiro de família informá-lo-ão. Também lhe indicarão quando deve voltar.
  • Se piorar ou notar algum sintoma novo.
  • Se sofrer alguma queda no seu lar.

 

 

Excerto do Guia Prático de Saúde - da semFYC (Sociedad Española de Medicina de Familia y Comunitaria)

Traduzido e adaptado pela APMGF (Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar), julho 2013.